16 agosto 2015

Como Voltar Para Deus
Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Todos os que não colocam a Deus como o centro de sua vida experimentam uma triste solidão.
Mas você pode estar se perguntando: como posso voltar para Deus? Milhões já fizeram a mesma pergunta. Muitos estão insatisfeitos com a vida, frustrados, desiludidos, e não encontram uma saída.
O pecado criou uma barreira. Uma inimizade no coração humano, contra os princípios do Reino do Céu, a ponto de criar até uma revolta, e por isso a pessoa acaba ignorando a Deus e vivendo sem Ele.
O livro de Efésios capítulo 2:12, descreve a infelicidade que existe nesses corações:"Estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo."
O apóstolo Tiago põe cores fortes na linguagem, para descrever a condição natural do ser humano: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus." Tiago 4:4
Meu amigo, agora você já está sentindo o drama. Está percebendo que a nossa maior necessidade como seres humanos é encontrar o caminho de volta para Deus, o Criador.
E saber por nós mesmos que estamos em paz com o céu, e que entramos em harmonia com os princípios da justiça. Só assim poderemos ser felizes, tendo a paz verdadeira na mente e na alma.
Sabemos que Deus está chamando o mundo de volta a Ele. Esta é a própria essência da Bíblia Sagrada. Até pelo número de vezes em que o amor de Deus está convidando, você pode perceber como é importante irmos na direção de Deus.
Podemos até dizer que as Escrituras Sagradas foram escritas justamente porque Deus deseja ver-nos de volta. Quer ver-nos restaurados à perfeição original e a felicidade que existia antes da entrada do pecado.
O Senhor Jesus contou a história de como um moço voltou para os braços do Pai. Ele ficou conhecido como o filho prodigo. Mas na realidade ele tinha outro irmão. O primeiro deixou o pais, e este permaneceu em casa.
Antes do Senhor contar essa história, alguns sacerdotes e teólogos da época acharam defeito no Senhor porque comia com os pecadores e essas pessoas eram consideradas de classe baixa por eles.
Mas Sua resposta foi: "Eu vos afirmo que há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende." Lucas 15:10.
Assim amigo, se você deseja voltar para Deus, se nunca sentiu a paz real, ou se deseja voltar a ter paz, lembre-se que Ele o chama.
Não espere ser bom para depois ir a Deus. Venha a Ele como está. Se nós permitirmos, Ele Se encarregará de arrumar a nossa vida.
Devemos ir a Ele como estamos. Ele nos diz: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei." Mateus 11:28
Mesmo que estejamos sem fé, sem condições, desesperados, rebeldes e sem vontade, se quisermos ouvir, poderemos nos voltar para Ele: Deus nos chama "Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões." Jeremias 3:22
Mesmo que a pessoa não queira voltar, mas gostaria de querer, poderá voltar, porque Deus a ajudará para que isso aconteça. O Espírito Santo sempre vai orientar a pessoa como chegar a Deus, e tudo o que for necessário o Senhor proverá: "E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo." João 12:32.
Querido ouvinte, se você abandonou os caminhos de Deus, venha porque Ele está chamando você. Se fez coisas erradas, se desperdiçou oportunidades, se foi ingrato...ou se nunca sentiu o desejo de voltar-se para Deus, venha agora meu filho!
"Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia nao me esquecerei de ti. Eis que nas palmas da minhas mãos te gravei." Isaías 49:15, 16.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16
"Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações." Hebreus 4:7
Que o infinito braço do amor de Deus circunde a você neste momento.

Quem é o Meu Próximo?
Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Quem é o nosso próximo? A quem realmente devemos nos importar e demonstrar o nosso amor cristão?
Jesus quando aqui andou contou uma parábola muito impressionante, para mostrar quem é o próximo.
Esta parábola está relatada em Lucas 10:25-35. Nós conhecemos bem a história: Um homem viajava de Jerusalém para Jericó; ou poderia ser, viajava de São Paulo para Santos, ou Rio de Janeiro à Nova Friburgo; no caminho ele foi assaltado por marginais que além de roubarem todos seus pertences, o maltrataram cruelmente, abandonando-o muito ferido, quase à morte.
Jesus contou esta história ao um doutor, "Intérprete da Lei" (V.25) a quem demonstrava que o único caminho para a vida eterna era o: "Amar a Deus em primeiro lugar e amar o próximo como a si mesmo. A isto o doutor perguntou, "E quem é o meu próximo?"
Na história do Bom Samaritano, os indivíduos não são idendificados pelos nomes, mas caracterizados pelas funções e ações. O homem assaltado é um anônimo: talvez um viajante, um desempregado em busca de trabalho; quem sabe um bóia-fria.
Enfim, é alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família - sem ninguém - a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, caído na sarjeta abandonado.
Entram em cena, então aqueles que tinham a solução do problemas às mãos: Um sacerdote e um levita. Diz a Palavra de Deus: "Casualmente descia um Sacerdote por aquele mesmo caminho." (V.31)
Você perguntaria: Será que o sacerdote parou para ajudá-lo? Não! A Bíblia fala que numa atitude de completo "desamor" o sacerdote passou de lado, ou seja tentou ignorar aquela situação; procurou não envolver-se nem se incomodar com o pobre miserável.
Quem sabe o sacerdote havia trabalhado todo fim de semana; estava cansado e saudoso do lar. Queria ter o seu merecido repouso e ficar me paz, às sós. E afinal de contas o que tinha acontecido com aquele estranho não era da sua conta.
A história continua: "Semelhantemente um levita descia por aquele mesmo caminho, e vendo-o também passou de largo. (v.32)
O sacerdote nem sequer olhou para o ferido viajante. O levita, quem sabe, preocupado pois poderia ser um parente ou amigo seu, deteve-se por um instante, olhou-o, e como não o reconhecesse, passou de largo.
E lá estava o moribundo, quase a morrer. Será que ninguém se preocuparia com ele? Será que ninguém se importava? Será que ninguém tinha amor para dar?
Neste momento apareceu um estranho, um "inimigo" , ou seja um samaritano, um estrangeiro. Ora, durante cerca de 800 anos os judeus não se davam com os samaritanos, porque em 722, Salmanezer ou Sargão II, reis da Assíria tomara Samaria e substituíram seus habitantes por bailônios e sírios, que trouxeram suas tradições, crenças religiosas contrárias às dos judeus.
Os samaritanos eram inimigos, para os judeus , um foco purulento incrustado no seu território. Eram considerados como cães.
Mas, vejamos: lá estava o moribundo; ele sentiu que alguém parou, desceu da montaria e se aproximou dele. Quem seria? Oh, impossível! Era um samaritano!
E o samaritano compadeceu-se dele, curou-lhe as feridas aplicando óleo e vinho; e colocou-o em cima do seu próprio animal e o levou para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: cuida deste e, se alguma coisa gastares a mais, e to indenizarei quando voltar.
Finalmente alguém viu o drama do homem abandonado; alguém sentiu por ele; alguém se envolveu, alguém ajudou. Por estranho que pareça, quem ajudou era um ser rejeitado, um inimigo, um cão.
Ao Jesus terminar o relato perguntou ao doutor da lei: "Qual deste três parece ter sido o próximo do homem. . ." V.36. O homem respondeu sem titubiar, "Aquele que usou de misericórdia para com ele." V.37 sua resposta estava correta.
Aqui estão algumas verdades para nós:
1. Muitos se dizem religiosos, cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os probelams dos outros. Isto é negação de religião, isto é negar a Cristo.
2. Muitos julgam que devam ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada mais. O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita.
3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar.
4. A parábola nos ensina que a verdadeira religião é a prática do amor. É crer fazendo. É viver o que crê, e fazer o bem que se deve fazer. Tiago diz: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações." Tiago 1:.27
A Bíblia nos diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas as tuas forças e todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27
Quando Jesus terminou de contar esta história do bom Samaritano, disse para o doutor da lei: "Vai e procede tu de igual modo, e mais, . . . faze isto e viverás." Lucas 10:37-38.
Nesta parábola contada por Jesus, se você fosse um dos integrantes, quem seria você? O sacerdote? O levita? Ou o bom samaritano?
Agora olhe ao seu redor: Veja quantos necessitados, abandonados e carentes estão à beira da estrada, destruídos pelo pecado assaltados pelo mal.
Veja quanta ruína e tragédia! então reaja: Ajude alguém hoje! faça o bem a alguém; diga uma palavra de conforto; levante um caído, anime-o, ponha seu amor em prática.


Lei, Graça e Salvação

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Como seres humanos, sempre corremos o perigo de assumir posições extremas. Este perigo ocorre também no âmbito religioso. Sempre quando estudamos a Lei de Deus, precisamos nos precaver de dois erros: 1º) tentar pelos próprios esforços agradar a Deus. Isto resulta numa grande falha que está no senso de justiça própria, onde julgamos obter salvação pelos nossos atos. 2º) é pensar que a fé em Jesus isenta da obediência. Este erro é tão prejudicial como o primeiro. Neste programa vamos tentar compreender este tema tão importante.
Os apóstolos que, inspirados por Deus, escreveram vários livros da Bíblia, nos ajudam a compreender onde está o ponto de equilíbrio neste assunto. Vamos ler o que encontramos em Efésios 2:8 a 10 - "Porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dEle, criados em Cristo Jesus, para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas".
Se atentarmos bem para o texto, poderemos ver que a primeira declaração é que somos salvos pela graça de Deus, e este dom não vem de nós. Isto coloca de imediato a verdade, que o ato de salvar a humanidade procede de Deus. A salvação portanto é uma dádiva de Deus para o homem.
A salvação não brota a partir do coração humano. Por mais que uma pessoa seja dada a fazer o bem, por mais que suas obras sejam excelentes, a salvação não vem de si mesma. A Salvação é um ato da graça de Deus. Aí prezado ouvinte, você pergunta: O que é a graça divina? E como esta graça atua em nossa vida?
Graça é definida como favor, misericórdia, perdão. A graça é um atributo, uma característa divina exercida para com os seres humanos. Não a buscamos, porque ela nos foi dada por Deus.
Ao cair em pecado, o homem experimentou as amargas consequências da transgressão. Nessa condição, não havia nada que pudesse fazer para modificar a sua situação. Não fosse a intervenção divina, e a humanidade estaria condenada a uma miserável existência e por fim a morte, sem nenhuma esperança de vida.
A graça de Deus que foi primeiramente oferecida a Adão e Eva, e, por extensão à toda humanidade, provê uma porta de saída para a condição pecaminosa do homem. Deus, sabendo que o homem por si só nada poderia fazer, já havia estabelecido um plano para a salvação, caso o pecado entrasse no mundo.
Deus em sua misericórdia executou fielmente o seu plano, e Jesus veio até nós, pagou o preço que o pecado exigia: a morte. Com Sua vida santa e sem pecado, e com Sua morte em sacrifício, Jesus adquiriu o direito de salvar perfeitamente a todos quantos crerem no Seu nome.
Tudo o que Deus poderia fazer para salvar a humanidade da condição de pecadores, Deus realizou. O sacrifício de Jesus foi perfeito e completo. Sua ressurreição, e ascenção confirmam e provam isto.
Assim, o homem, não poderia fazer nada para se salvar, porque era impossível para ele, mas Deus providenciou de maneira maravilhosa. E esta maravilhosa graça Deus oferece a todos. É um presente divino para humanidade.
Somente um amor inexplicável é capaz de executar este plano maravilhoso e oferecer gratuitamente , sem que precisemos fazer absolutamente nada. Agora, nós que fomos criados com a capacidade de escolher o que queremos para nossa vida, poderemos ou não aceitar este precioso presente divino. Está em nós aceitar ou não este sacrifício de amor.
Afirmamos que receber da graça de Deus a salvação em Cristo Jesus, sem acrescentar a isto qualquer coisa mais, é o único meio que a Biblia apresenta, pelo qual devemos ser salvos .
Agora que entendemos que somos salvos gratuitamente quero perguntar: O fato de termos sido agraciados com a salvação em Jesus, elimina ou isenta a vida de obediência do crente?
A segunda parte do texto lido no princípio esclarece a nossa pergunta. Nos é dito que, somos feitura de Jesus, criados para boas obras, preparadas por Deus para andarmos nelas.
O fato de termos recebido a salvação em Cristo Jesus pela fé, não isenta de termos uma vida de obediência.
Os mandamentos de Deus retratam o Seu plano de vida, a Sua vontade para o ser humano. Deus deseja que sigamos por esse caminho. Justamente é isso que o homem não consegue fazer separado de Jesus. Mas, quando a pessoa aceita a Sua graça salvadora, não só recebe o perdão dos pecados, mas recebe também poder para viver segundo a vontade do Senhor.
Assim sendo, a vida de obediência não compra a salvação. A vida de obediência é uma consequência natural de alguém que está salvo em Jesus.
Em São Mateus 7:20 a Palavra de Deus nos lembra: "Pelos seus frutos, os conhecereis". Uma boa árvore frutífera, bem enraizada, deverá produzir bons frutos. Só saberemos no entanto, se assim é, no momento em que ela produzir.
Com o cristão não é diferente. Sua fé se assemelha à raiz. Não pode ser vista. Mas quando a raiz do cristão está bem aprofundada e bem plantanda em Jesus, os frutos surgirão. Os frutos de uma vida segundo a vontade de Deus, são os frutos da obediência.
Uma vida sem Jesus é uma vida vazia. O problema não está na lei. O problema não está em Jesus. A dificuldade não está na obediência. O problema está quando alguns querem obedecer a lei por suas próprias forças, e pensam com isso estar agradando a Deus e tornando-se merecedores da salvação.
A salvação é um presente de Deus. E presente é de graça. Aqueles que aceitam este precioso presente, que é o perdão divino, passam a viver uma vida de conformidade com a vontade do Senhor. Deus também dá poder para que se possa ter uma experiência vitoriosa.
Quando isso acontece como resultado da presença de Jesus na vida, a obediência não é exercida para salvar. Mas como consequência, como resultado de um coração renovado, e salvo pela graça do Senhor Jesus Cristo.
Quando nos tornarmos semelhantes a Jesus, nossa conduta refletirá o retrato do nosso relacionamento com o Salvador. A obediência não se tornará um fardo, e sim alegria. O cristão sabe que os mandamentos de Deus não são pesados, e que, como um Pai amoroso, que só deseja o bem dos seus filhos, nosso Pai celestial jamais nos pediria algo que não fosse para nos tornar felizes. Que possamos refletir o amor de Cristo, e que nossa vida produza o suave perfume que emana de Jesus.

Uma Bênção Chamada Lei

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Você acha que lei e graça combinam? Que funções desempenha a lei? A lei é uma bênção ou uma maldição?
A palavra lei, soa um tanto forte para alguns. Porém, se compreendida em sua origem e propósitos, compreenderemos seu benefício para cada um de nós.
A lei de Deus é o reflexo de Seu caráter, e isto realmente é um ponto de inestimável valor. Os atributos da Divindade são apresentados pela Bíblia em situações variadas. Quando Moisés rogou a Deus para ver Sua face, o Senhor lhe respondeu: "Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor". Êxodo 33:19 e 20.
E no capítulo 34:6 e 7 lemos: "e passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, grande em misericórida e fidelidade, que guarda a misericórida em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado e visita a iniquidade dos pai nos filhos e nos filhos dos filhos até a terceira e quarta geração".
Ao mencionar os atributos da lei de Deus, as Escrituras usam os mesmos característicos usados na descrição da Divindade. Por exemplo o apóstolo São Paulo menciona que "a lei é Santa, e o mandamento santo e justo e bom". Romanos 7:12.
Na poesia de Davi encontrada no Salmo 19:7 e 8 nós lemos: "A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos". Encontramos nessas duas citações , vários desses atributos. Isto estabalece finalmente o fato de que a lei de Deus é o reflexo de Seu caráter.
Sendo Deus, eterno, logo Sua lei é também eterna. Assim, dizer ou afirmar que a lei de Deus surgiu no Monte Sinai é muito comprometedor. No Monte Sinai, o Senhor deu Sua lei por escrito, a um povo, cuja sensibilidade espiritual estivera em declínio pelos muitos anos de escravidão.
É bom esclarecer que justamente ao tempo que a história comprova o surgimento da escrita alfabética, ou seja por volta do ano 1450 AC, é que Deus assim se manifestou, dando por escrito, algo que já existia e era conhecido.
Homens como Enoque, Noé e Abraão foram fiéis, leais e obedientes a Deus, Eles obedeceram o que? No que foram leais e fiéis? É claro e lógico que assim procederam em relação aos preceitos divinos.
Desta maneira, afirmamos que a lei se originou com o próprio Deus. Não só ela é eterna no tocante ao tempo de sua origem, como o é também quanto ao tempo de duração.
Cabem muitas reflexões neste estudo com respeito ao propósito da lei de Deus. Na qualidade de expressão do caráter e do amor de Deus, os Dez Mandamentos revelam a Sua vontade e propósitos para a humanidade. Viver em harmonia com esses santos preceitos, é viver em harmonia com o próprio Deus. Desta forma, Deus concedeu Sua lei a fim de prover abundantes e ricas bênçãos para os Seus filhos. A seguir enumeramos alguns propósitos específicos da lei de Deus:
1. ELA REVELA A VONTADE DE DEUS PARA A HUMANIDADE
Em sua simplicidade os Dez Mandamentos são amplos e abrangentes. No entanto, apresentam o padrão moral de conduta para a humanidade idealizado por Deus. Eles definem nosso realcionamento com o Deus - Criador, bem como orientam o relacionamento com os nossos semelhantes. A Lei desempenha um papel fundamental na vida das pessoas, tendo em vista seu bem estar.
2. ELA É A BASE DO CONCERTO DIVINO
Num discurso onde exortava o povo à obediência, Moisés assim se referiu à lei de Deus:"Então vos anunciou Ele o Seu concerto (aliança), que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra". Deuteronômio 4:13.
A base da aliança divina com Seus filhos fiéis, estava nos Dez Mandamentos. Vivendo segundo esse padrão de vida, Deus se comprometia em dar bênçãos e prosperidade aos que Lhe fossem fiéis. Sendo a base do concerto divino, Deus gravou-a com Seu próprio dedo em tábuas de pedra. Êxodo 31:18 diz: "E tendo acabado de falar com ele no Monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus".
3. ELA É O PADRÃO DO JULGAMENTO DIVINO
Enaltecendo a lei de Deus, assim se expressou o Salmista; "A minha língua celebra a Tua lei, pois todos os Teus mandamentos são justiça". Salmo 119:172. A lei de Deus estabelece o padrão de justiça, pela qual cada um de nós será julgado. Tiago menciona isto da seguinte maneira: "Falai de tal maneira, e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade". Tiago 2:12.
Embora nossa consciência nos diz que devemos proceder de modo correto, ela não nos diz o que é correto. Somente uma consciência aferida com o excelente padrão divino, pode impedir que caiamos em pecado. E não nos esqueçamos do conselho do sábio: "Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más". Eclesiástes 12:13 e 14.
4. A LEI APONTA-NOS O PECADO E SUA SOLUÇÃO
A lei funciona como um espelho. Ela mostra os defeitos e falhas de nosso caráter que contrastam com o perfeito caráter de Deus. O apóstolo Paulo afirma que "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado". Romanos 3:20.
É pela lei e seus santos preceitos que podemos perceber atráves da atuação do Espírito Santo, que nossa vida não se harmoniza com a vontade de Deus. A lei não salva, mas torna-se um instrumento através do qual, o Espírito Santo utiliza-se para convencer-nos do pecado.
Apontando a nossa condição de pecadores, a lei não pode nos salvar, mas nos apresenta o autor da mesma, Aquele que está pronto a perdoar e redimir. Desta maneira, a lei nos indica a Jesus, a fim de que recebamos a salvação. Foi nesse sentido que Paulo chamou a lei de "aio"para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Galátas 3:24.
5. ELA PROVÊ GENUÍNA LIVBERDADE, RESTRINGE O MAL E TRAZ BÊNÇÃOS
Jesus disse que "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado". São João 8:34. Quando transgredimos a lei de Deus não nos achamos em liberdade. Viver segundo os limites da lei de Deus significa liberdade das garras cruéis do pecado que escraviza e destroe. Viver de acordo com a lei de Deus, liberta-nos das amargas consequências do pecado.
Os Dez Mandamentos representam um resumo de todos os princípio corretos e aplicáveis à toda humanidade em todos os tempos. Eles são muito mais que simplesmente uma série de proibições.
A lei dos Dez mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo, como do lado da misericórdia. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência.
Contemplamos nela a bondade de Deus que, revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça, procurava resguardá-los dos males que resultam da trangressão.
Que ao examinar-mos a Palavra de Deus, possamos ser imbuídos do amor de Cristo, e que Este amor possa abrir nossos olhos a compreender que a observância correta da Lei de Deus, é um ato movido pelo amor que sentimos por Ele.
A Lei de Deus, nos Dez Mandamentos é uma grande bênção que Deus deu ao homem.

Jesus e a Lei

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

O que Jesus ensinou sobre a lei? Como Jesus se relacionou com a Lei?
Jesus em sua vida demonstrou a mais alta consideração pela Lei de Deus. Tanto antes de iniciar Seu ministério, como durante o mesmo. Jesus nunca deixou qualquer dúvida quanto aos propósitos santos e imutáveis da Lei de Deus.
No sermão da Montanha, Ele disse: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". São Mateus 5:17. Com este testemunho e outros mais encontrados nos Evangelhos, a mensagem de Cristo produziu uma fé que sustentou firmemente a validade do Decálogo.
Podemos afirmar seguramente que Cristo veio não apenas redimir o homem, como também veio sustentar a autoridade e santidade da lei de Deus. Com sabedoria Jesus apresentou a grandeza e glória da lei e ainda ofereceu um exemplo de como relacionar-se corretamente com ela.
O próprio Cristo cumpria a lei, não para anulá-la, nem para destruí-la, mas para viver em obediência. Jesus instruiu Seus seguidores a observar os mandamentos.
Certa vez um jovem, príncipe e rico, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E respondeu-lhe: Se queres entrar na vida guarda os mandamentos". São Mateus 19: 16 e 17
Jesus advertiu seus seguidores contra o perigo de menosprezar a obediência a Seus mandamentos. Disse ele: "Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino do Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus". São Mateus 7:21. Não basta, para entrar no Reino do Céu, a confissão verbal. É necessário que se cumpra, que se faça a vontade de Deus revelada. E Jesus deixou isso bem claro.
A verdadeira obediência é fruto do amor. Paulo escrevendo aos Romanos 13:10, assim afirmou: "de sorte que o cumprimento da lei é o amor". Jesus relacionou de forma muito clara a ligação do amor e da obediência. Em suas orientações finais aos discípulos, pouco antes de Sua morte, Ele disse: "Se me amais guardareis os meus mandamentos". São João 14:15 "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço". São João 15:10
Com estas colocações, Jesus não deixa dúvida alguma com respeito a esse assunto. A obediência genuina, tem como fonte geradora o amor . O amor verdadeiro se manifesta através de atos de amor, através da obediência.
São João o apóstolo do amor, em I João 5:2 e 3 escreveu: "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são pesados".
Jesus foi vitorioso na Sua luta contra o pecado, porque estava ligado ao Pai, de Quem buscava poder para vencer como humano. Da mesma forma, a vitória de Cristo nos é oferecida! Para que ela seja a nossa vitória, necessitamos estar tão ligados a Jesus, como o ramo está ligado ao tronco.
Ligados dessa maneira a Cristo, produziremos, pelo Seu poder, o fruto da obediência. Somente se permanecermos em Cristo nos será possível prestar obediência de coração, fruto do amor.
Voltando ao Sermão da Montanha no capítulo 5 de São Mateus, encontramos Jesus apresentando uma dimensão profundamente espiritual dos mandamentos, da lei de Deus. O povo de Israel, estivera tão apegado à forma e a letra da lei, que perdera completamente o discernimento espiritual que sustentava e sustenta cada ordenança.
Uma religião legal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. Puramente o fundamento destituído de contrição, ternura ou amor, é apenas uma pedra de tropeço. Os que agiram assim nos dias de Jesus eram como o sal que se tornara insípido. Sua influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção.
O povo de Israel perdera completamente a percepção da natureza espritual da lei. Sua obediência não passava de uma mera observância de formas e cerimônias em vez de ser uma entrega do coração à soberania do amor.
As palavras de Cristo proferidas no sermão da Montanha, conquanto fossem serenas, eram ditas com sinceridade e poder tais que moviam o coração do povo. De pronto se admiravam e percebiam que "ensinava como tendo autoridade".
O Salvador com Seu divino amor e Sua ternura, exaltava a majestade e beleza da verdade. Com branda, mas profunda influência, os homens eram atraídos para ouvir e aceitar Seus ensinos.
De igual maneira hoje, se olharmos para a lei como um fim em si mesma, nos tornaremos formais, praticantes de uma religião cerimonial destituída de alegria. Mas quando olhamos para a lei e vemos nela, algo que aponta nossa necessidade de Jesus, e encontramos nEle, o Salvador que nos perdoa, e nos capacita a viver de acordo com Sua vontade, nos tornamos cristãos felizes na mais completa acepção da palavra.
É esta dimensão espiritual que Cristo resgatou em Seus ensinamentos e que nós necessitamos para revitalizar nossa vida religiosa.
Jesus é o nosso melhor exemplo de obediência.
Que o Senhor nos dê poder para vivermos à altura de Sua vontade.
O Juízo

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Estamos agora diante de uma cena de julgamento. Não vemos uma tribuna mas tronos e num deles se assentou o ancião de dias, Aquele que sempre existiu. A sua roupa não é uma toga preta, mas é branca como a neve, e os seus cabelos são brancos como a lã. (Dan. 7:9).
Ele é Aquele a quem foi dada toda autoridade para julgar: "Portanto Deus estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando o dentre os mortos" (Atos 17:31).
O nome do juiz é Jesus, o leão da tribo de Judá, também chamado de Cordeiro de Deus e conhecido como Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz. (Isa. 9:6).
Livros são abertos com os registros e autos de cada nome. Um dos livros é o livro da vida (Apoc. 20:12), que contém o nome de todos aqueles que alguma vez creram no sacrifício de Jesus para serem salvos. (S. Lucas 10:20; Fil. 4:3; Dan. 12:1 e Apoc. 21:27) O outro livro é o memorial, onde estão registrados os atos dos homens. (Apoc. 20:12, Mal. 3:16).
Começa assim o julgamento que pode ser dividido em três fases: Pré-advento ou investigativo; milenial ou judicatívo e executivo.
Segundo a palavra profética de Dan. 8:14, 9:25 e Esd. 7:7 a primeira fase do julgamento começou em 1844.
O livro da vida passou então a ser examinado desde então. "Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus.
Começando pelos que primeiro viveram na terra, nosso advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes e rejeitam-se nomes.
Quando alguém tem pecados no livro de registros, para os quais não houve arrependimento, nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus" (C.S. 522).
Os que não tem o nome no livro da vida não participam deste julgamento porque já estão julgados, é o que declara o apóstolo João: " O que não crê já está julgado, proque não crê no nome do unigênito Filho de Deus". (João 3:18).
O universo precisa deste julgamento, para que fique estabelecida de uma vez por todas a justiça de Deus e também o Seu trato amoroso para com os homens. Isto é feito através de uma verificação pública nos livros onde se encontram os registros das obras de cada um.
No livro de Daniel 7:10 e Apoc. 5:11 é mencionada a presença de milhares de milhares e miríades de miríades de testemunhas, diante do trono de julgamento. Não poderá haver uma única dúvida quanto a salvação ou perdição de um só filho de Deus.
A Bíblia afirma que "Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más". (Ecles. 12:14)
A definição de quem permanece com o seu nome no livro da vida está em andamento hoje e deve terminar antes da 2º vinda de Jesus, ocasião em que todos os casos já estarão definidos.
Depois da 2ª vinda de Jesus, será iniciada a segunda fase do juízo, que ocorrerá no céu e que durará mil anos, por isto é chamado de juízo milenial. "Vi também tronos e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar... e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos" (Apoc. 20:4), o apóstolo Paulo em I Cor. 6:2 também afirma: "Não sabeis que os santos hão de julgar o mundo?".
Esta fase do juízo envolve a revisão do julgamento dos maus, em benefício dos remidos, para que lhes seja concedido um vislumbre do trato de Deus com o pecado e com aqueles que não se salvarão. Será respondida assim, qualquer pergunta que os salvos possam ter a respeito da justiça e misericórdia de Deus.
A terceira e última fase do juízo é a fase executiva. Ocorrerá na terra. O fogo vai destruir os que rejeitaram o amor de Deus e se tornaram maus, tornando impossível sua vida na terra.
A Bíblia diz: "Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para o fogo, estando reservados para o dia do juízo e destruição dos homens ímpios" (II Ped. 3:7), ainda em Apoc. 20:14 e 15 lemos: "Então a morte, e o inferno foram lançados para dentro do fogo... e se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado dentro do lago de fogo".
Os impios sofrerão a morte eterna e os salvos por Jesus, que foram desprezados, perseguidos e maltratados po causa de sua fé, receberão a vida eterna. Jesus mesmo prometeu a recompensa: "Vinde benditos de meu Pai! possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" S. Mat 25:34. O juízo vai recolocar as coisas nos seus devidos lugares. A justiça de Deus ficará patente para todo o universo.
Todos os seres clamarão: "Justos e verdadeiros são os teus juízos, ó Rei das nações" Apc. 15:3; 16:7; 19:2). Os justos receberão a vida eterna como recompensa e os maus a morte eterna como castigo.
A Bíblia nos declara em Apoc. 14:7 que "é chegada a hora do juízo de Deus". Estamos vivendo no solene tempo de juízo.
Jesus um dia também foi julgado. Ele foi maltratado, insultado, injuriado, humilhado e teve um julgamento tendencioso, injusto, cruel e sem misericórdia, mas, permaneceu tranquilo porque sabia que estava nas mãos justas e amorosas do Pai.
Como juiz, certamente não cometerá as barbaridades que fizeram com Ele, porque Jesus é justo e fiel. Ele é aquele que sonda os corações, o íntimo de cada um e saberá usar a plena justiça e misericórdia, até mesmo em relação àqueles que serão condenados pelo tribunal divino.
Quando você pensa no juízo isto lhe assusta e amedronta ou lhe traz a certeza de estar nas mãos de um Justo Juiz, grande em misericórdia e rico em perdoar? Hoje é o dia de preparo para o juízo.
Agora é o tempo da salvação. Quando o seu caso for analisado no livro da vida, o seu nome vai permanecer ali? Se você estiver unido com Cristo, certamente seu nome jamais será apagado.
Você conhece o Juiz de toda a terra, tem confiança na sua intimidade com Ele e confiança no conhecimento de que o próprio Juiz é o seu Salvador? Há milhares de testemunhas diante do juiz. O que vai acontecer? Suas mãos estão suando, seu coração está acelerado?
Coloque agora sua mente para funcionar e verificar se deve alguma coisa, revise seu passado, faça um balanço desde sua infância, cheque se tudo está resolvido ou ficou alguma coisa para trás. O que poderia ser apresentado contra você, o que seria contado a seu favor? Tudo virá á tona.
Os pecados que você confessou foram lançados no fundo do mar. Foram esquecidos para sempre e não constam mais nos registros celestiais.
Aceite Jesus como seu Salvador e Senhor e Ele será também o Seu Rei.
As Três Fases do Juízo

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador

Muitos de nossos amigos ouvintes tem escrito perguntando sobre o julgamento. Trata-se de um assunto muito significativo, e no programa de hoje vamos falar sobre As Três Fases do Juízo.
As três fases são: Investigativa, Judicativa e Executiva. Cada fase é marcada por um grande acontecimento.
Para que possamos compreender o assunto do juízo, precisamos começar com a profecia de Daniel 8 porque o juízo está relacionado com a purificação do Santuário. E a Bíblia diz: "E até 2.300 tardes e manhãs e o santuário será purificado". Daniel 8:14
Para saber quando começou a purificação do santuário, precisamos saber quando terminaram as 2.300 tardes e manhãs. Em Ezequiel 4:6-7, a Bíblia ensina que um dia equivale a um ano, portanto 2.300 tardes e manhãs são 2.300 anos. Precisamos saber onde o período termina, mas para sabê-lo, precisamos saber quando começa.
Em Daniel 9:23-27, encontramos o fio da meada. O período começa com a ordem para reedificar e restaurar Jerusalém. Em Esdras 6:14, encontramos o decreto, que está transcrito na íntegra em Esdras 7:11-28. O decreto é composto de 3 editos: 537AC, por Ciro; 520AC, por Dario e 457AC por Artaxerxes.
Sendo que devemos começar a contagem a partir de 457AC, e setenta semanas são 490 anos, pelo princípio dia - ano, chegaremos até o ano 34 da nossa era. Ficam faltando para 2.300 anos, 1.8l0 anos, e somados ao ano 34, chegaremos ao ano 1.844 da nossa era.
Quando Jesus morreu, na cruz do Calvário, o véu do santuário terrestre se rasgou de alto a baixo, simbolizando a extinção do santuário terrestre.
O santuário da terra era uma cópia do modelo que está no Céu. Êxodo 25:40; Hebreus 9:23-24 e 11:1-5
Apenas para solidificar a idéia do juízo, alguns textos:
Atos 17:30-31 "Deus tem um dia para julgar o mundo...".
Daniel 7:9-10 "Assentou-se o juízo e abriram-se os livros...".
Malaquias 3:16 "Há um memorial diante de Deus...".
Eclesiástes 12:14 "Deus há de trazer a juízo toda obra...".
A Primeira Fase do Juízo se chama Investigativa ou Pré-advento:
Apocalipse 14:6-7 diz: Chegou a hora do juízo.
Guilherme Miller pregou a vinda do juízo como sendo a Volta de Jesus. Ele pregou desde 1.831 até 1.844.
Em I Pedro 4:16-17, a Bíblia diz que o juízo começa pela casa de Deus.
Assistido por anjos celestiais nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, entra no lugar santíssimo do santuário celestial. Comparece à presença de Deus o Pai, para fazer expiação por todos os que creram no Seu nome.
O Juízo é baseado no que está escrito nos livros.
Há vários livros: O livro da vida, o livro memorial e também o livro dos pecados.
Quando alguém tem pecados para os quais não houve arrependimento e confissão, o nome do culpado é omitido do livro da vida.
O Juízo é executado com precisão: "Assim como os traços fisionômicos são reproduzidos com precisão infalível sobre a polida chapa fotográfica, assim o caráter é fielmente delineado nos livros dos céus". G.C. 490.
O Juízo investigativo termina pouco antes de Jesus voltar à terra, em Sua segunda Vinda. Quando isto acontecer todos os casos estarão decididos.
A Segunda Fase do Juízo se chama Determinativa ou Judicativa
Em Apocalipse 20:1-4 a Bíblia ensina que os ímpios só vão ressuscitar depois do milênio, período em que acontece a segunda fase do juízo.
Conforme I Coríntios 6:2-3, os santos, resgatados por Jesus, por ocasião da Segunda Vinda, participam do juízo.
Durante os mil anos, entre a ressurreição dos justos e a ressurreição dos ímpios, ocorre esta fase do julgamento.
Enquanto os santos estão nos céus com Jesus, participando do juízo, os ímpios estão mortos na terra.
Os ímpios ressuscitarão no final do milênio para receberem a condenação.
A Terceira Fase do Juízo se chama Executiva ou Conclusiva
Em Malaquias 4:1-3 a Bíblia diz que os ímpios serão feitos em cinzas.
Em Apocalipse 20:9 diz que desceu fogo dos céus e os consumiu.
No final dos mil anos ocorre a segunda grande ressurreição. Os ímpios ressuscitarão dos mortos comparecendo perante Deus para a execução do juízo escrito.
Quando se abrem os livros, o olhar de Jesus incide sobre cada ímpio, e cada um se torna cônscio de seus pecados.
Ali estão muitos que pertenceram a raça de grande longevidade, de grande intelecto, reis generais, guerreiros orgulhosos, ambiciosos, aqueles que participaram na morte de Jesus, também aqueles que em todos os tempos se exaltaram acima de Deus, e muitos outros.
Diante de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, inclusive os rebeldes exclamam: "Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, Ó Rei das nações".
Os ímpios recebem sua recompensa na terra. Serão como a palha.
Quando todos os ímpios forem destruídos, inclusive o diabo, estará para sempre terminada a história da obra de ruína causada por Satanás.
Quando tudo aqui terminar, e esta terra renovada se tornar a morada dos salvos, onde você pretende estar?
Talvez você possa estar pensando: Bem, acho que estou perdido.
Eu desejo animar você agora com estas lindas promessas da Palavra de Deus:
"Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". I João 1:9
Em João 3:18 Jesus disse: "O que crê em mim não é julgado".
"Filhinhos, estas coisas vos escrevi para que não pequeis, todavia se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo" I João 2:1.
Amigo ouvinte: Logo tudo passará. Se nos apegarmos firmemente a Jesus, estaremos livres da condenação. Nem precisamos nos preocupar com o juízo.
Jesus é o nosso Libertador, nosso Advogado e Salvador. Louvado seja o nome de Jesus.
Se você quiser, pode se apegar a Jesus, ir com Ele para o céu, passar mil anos com Ele e depois de tudo poderá dizer:
"O grande conflito terminou, pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado... desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor". G.C.684.
E então por toda eternidade gozar das alegrias que Deus preparou para os que O amam.
Talvez você esteja apreensivo, ou com medo do juízo, mas pode ser que Jesus quer abençoar você.
Existe Mesmo Inferno?

Pr. Stina


Para Ouvir ligue ou aumente o som de seu computador
A crença popular ensina que quando uma pessoa morre, se foi boa, vai para o Paraíso; se foi má, vai para o Inferno.

Há também uma doutrina chamada purgatório, que existe em conexão com a doutrina do inferno.

Mas o que a Bíblia ensina sobre este assunto?

Se estudarmos a Bíblia com cuidado, vamos descobrir que ao Jesus voltar a esta terra, "os mortos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo". João 5:28-29.

A Bíblia também ensina que quando Jesus voltar, Ele se assentará no Seu trono para julgar o mundo "com justiça".

Seria possível harmonizar as doutrinas da Volta de Jesus e da Ressurreição, com a doutrina do inferno?

Se quando alguém morre, vai ou paraíso, ou para o inferno ou mesmo para o purgatório, qual seria a importância ou o significado da ressurreição e mesmo de um julgamento por ocasião da Volta de Jesus?

A Bíblia afirma que quando Jesus voltar, Ele mesmo vai separar os bons dos maus, o trigo do joio, as ovelhas dos cabritos. (Mateus 25:31-33)

A Bíblia ensina enfaticamente em Apocalipse 22:12 que somente quando Jesus regressar é que cada um receberá a recompensa segundo as suas obras.

Ao tratarmos deste assunto controvertido, queremos lembrar outra vez aos nossos queridos amigos, ouvintes, que somente a Palavra de Deus pode esclarecer e dizer a verdade. O que fugir disso é conjectura humana.

Vejamos um pouco da história:

Dante Alighieri, que viveu na Idade Média, de 1.265 a 1.321, escreveu uma obra intitulada: "A Divina Comédia", dividida em 3 partes: Inferno, Purgatório e Paraíso.

Com esta obra, Dante abalou o pensamento teológico da época.

Infelizmente, o Inferno de Dante, estava baseado nos ensinos pagãos de Platão e Virgílio.

Os escritos de Dante influenciaram até mesmo o cristianismo, pois as características principais do Inferno, segundo a concepção hindu, persa, egípcia, grega e cristã, são essencialmente as mesmas.

O Inferno tem sido descrito como a morada dos espíritos malignos, o lugar da vingança divina, onde não há misericórdia e cujo sofrimento é sem fim.

Então nós perguntamos: Como harmonizar todas estas idéias com o ensino da Bíblia que diz que Deus é amor? Se você é um pai, admitiria a idéia de castigar um filho incessantemente? Com certeza que não! Será que Deus seria mais severo que um pai terrestre?

Há na Bíblia 4 expressões que são traduzidas por Inferno. São elas: Sheol do hebraico, e Geena, Hades e Tártaro do grego.

Analisemos brevemente estas 4 palavras usadas e traduzidas por Inferno, e então vejamos na Bíblia, as suas aplicações:

A palavra Sheol às vezes é traduzida por sepultura, como no Salmo 16:10. "Não deixarás a minha alma na sepultura". Sheol

Também a palavra Hades significa sepultura, ou morte. Aparece 11 vezes no Novo Testamento. "Onde está ó morte a tua vitória?. Hades I Coríntios 15:55

A palavra Geena também significa "lugar de queimar". Ocorre 12 vezes no Novo Testamento e é a forma grega de "Vale de Hinon".

O vale de Hinon, ao sul de Jerusalém, foi o local onde o povo de Israel ofereceu sacrifícios humanos, de criancinhas, ao "deus" Moloque. Deus determinou que aquele vale seria chamado de "vale da matança" Jeremias 7:32.

Mais tarde o vale de Hinon tornou-se o local da queima de lixo e de cadáveres. Por isso o fogo e a fumaça existiam ali constantemente, e o que o fogo não destruía, os vermes consumiam. Era símbolo de destruição. Geena

A última das 4 palavras traduzidas por Inferno, é Tártato. Significa prisão, ou profundo abismo, e refere-se aos anjos caídos do céu, quando Lúcifer se rebelou contra Cristo e foi expulso de lá. Apocalipse 12:9. Acha-se uma vez mais na Bíblia, em II Pedro 2:4. Tártaro

A Palavra de Deus ensina que quando os seres humanos morrem, todos vão para o Sheol ou Hades, sepultura, quer sejam bons, quer sejam maus, justos ou injustos, salvos ou perdidos. Eles dormem o sono inconsciente da morte, e aguardam a volta de Jesus para o juízo final, bem como a recompensa que cabe a cada um. O Salmo 89:48 pergunta: "Que homem há, que viva, e não veja a morte?. e Salomão confirma: "O mesmo sucede ao justo e ao perverso". Eclesiástes 9:2.

Sim amigos, bons e maus, justos e injustos, todos os que morreram estão na sepultura e aguardam o dia final.

Talvez isso possa surpreendê-lo, mas atualmente não existe em lugar nenhum, um inferno de fogo, queimando pecadores, como também não há almas libertas do corpo. Quando as pessoas morrem elas vão para a sepultura, para o sono da morte; ninguém vai ao Paraíso, ao Purgatório ou ao Inferno.

Exatamente agora, não existe nenhum Inferno, mas haverá sim, um Inferno, no futuro e será aqui mesmo na terra. Isso é o que a Bíblia ensina. Foi Satanás quem inventou o chamado Inferno de Fogo, para desvirtuar o caráter e a imagem de Deus. A fim de que as pessoas pensem que Deus é vingativo, cruel, queimando os ímpios por toda a eternidade. Seria isto amor? Seria isto justo?

Desde o princípio tem sido parte da obra do enganador distorcer o caráter divino, levando criaturas a terem ódio do Criador.

Graças a Deus, não existe ninguém queimando num Inferno. O Senhor não tem prazer na morte do ímpio. Deus mesmo afirma: "Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus: não tenho prazer na morte do ímpio, mas que o ímpio se converta do seu mau caminho e viva". Ezequiel 33:11.

Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, os justos mortos ressuscitarão.

I Tessalonisenses 4:16. E Então receberão a recompensa.

Somente quando Jesus regressar é que os justos serão levados ao Paraíso. Lá reinarão com Cristo por mil anos e julgarão os ímpios, para comprovar a justiça de Deus. Apocalipse 20:4 e I Coríntios 6:2-3.

Após mil anos no céu, Jesus Cristo e os santos retornarão à terra. Naquela ocasião Jesus Cristo dará a recompensa aos ímpios. A Palavra de Deus afirma que quando os ímpios quiserem destruir a Cidade Santa e derrotar a Cristo e os salvos, então "descerá fogo do céu e os consumirá". Apocalipse 20:9.

Nessa mesma ocasião, o diabo, a morte e o inferno (sepultura), também serão destruídos para sempre, pois serão lançados no lago de fogo e enxofre. Apocalipse 20:10 e 14.

Este fogo eterno - o inferno de Deus - destruirá tudo, e eliminará todo o mal: desde Satanás, o causador do pecado, até o último dos pecadores. Diz a Bíblia que quando esta terra for incendiada pelos fogos do inferno, no dia final, "todos os soberbos e todos os que cometem perversidade, serão como a palha... não sobrará nem raiz e nem ramos". Malaquias 4:1-3

A atitude de Deus ao destruir os ímpios é chamada na Bíblia de "o ato estranho de Deus". Isaías 28:21. Pois a destruição é contrária ao caráter de Deus, pois "Deus é amor". I João 4:8

Um dia Deus destruirá os ímpios num inferno de fogo, aqui nesta terra. Mas, somente depois de julgá-los pois Deus é amor e justiça..

O ensino bíblico de que o inferno de fogo será somente depois do juízo final, é coerente com o caráter justo de Deus, e se harmoniza perfeitamente com as promessas da segunda vinda de Cristo e da ressurreição dos mortos.

Amados ouvintes: a idéia de um fogo de tormento eterno tem levado milhões a servirem a Deus por medo. Deus, no entanto, deseja serviço simples, franco e sincero. Em amor Ele nos salvou. Em amor Ele cuida de nós.

Se O amarmos e O servirmos de coração, não precisaremos temer os fogos do inferno, pois poderemos ter a certeza de alcançar a vitória final, a vida eterna.

E esta vitória é o resultado da bênção de Deus. O meu desejo é que o Senhor o abençoe também.

. "Recebe Essa Palavra Ai"      Deus Vai Surpreender,   Quem Te Julga Incapaz.